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FELLOWSHIP

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MARIA CECÍLIA LINS INSTITUTO

PRÓ-SABER SP

Maria Cecília Lins começou a lecionar aos 17 anos, principalmente em escolas particulares. Mas enquanto ainda cursava a faculdade, ela começou a trabalhar em uma creche em uma comunidade e teve um lampejo de iluminação. Súbita e intensamente consciente do fato de que queria – e ainda quer – transformar a realidade de desigualdade social, ela abandonou as escolas particulares para nunca mais voltar. E um novo desafio se apresentou: não tendo crescido em uma comunidade como aquelas a que dedicaria sua vida, primeiro ela teria que aprender a ler e entender esse ambiente. “A primeira coisa a fazer em uma comunidade é reconhecer que você não sabe nada sobre comunidades”, ela afirma. E foi assim que aprendeu a observar, a ouvir e a fazer com os outros.

 

O Instituto Pró-Saber SP, que ela fundou há 17 anos, é descendente direto do primeiro instituto, fundado no Rio de Janeiro por sua mãe, há mais de 35 anos. “Na minha família, a educação sempre foi uma ferramenta política de transformação”, complementa. O instituto de São Paulo tem suas raízes fincadas em Paraisópolis, uma comunidade vasta e extremamente vulnerável, onde mantém uma biblioteca infanto-juvenil que promove “intensivões” de leitura, com três horas diárias de contação de histórias para as crianças locais. Hoje em dia, Lins se afastou um pouco do ensino para cuidar da administração do instituto, que contrata 35 pessoas e prepara alunos do ensino médio público para se tornarem multiplicadores nesse ecossistema que ela co-criou. O instituto apoia famílias e crianças com dificuldades escolares e, em 2019, levou o prêmio nacional de Melhor ONG do Sudeste, coroando uma vida dedicada à educação. “Brincar é um direito da criança que nós defendemos e asseguramos.”

 

Então, quando Lins ingressou no Programa Fellowship da Avenues São Paulo, o instituto estava “em um estágio mais maduro” do que as outras organizações participantes. E ela achou isso “re-energizante, um gás, uma delícia. Me abasteci dessa força de vida que é o desejo de promover a transformação social enquanto, ao mesmo tempo, me reconhecia naquelas pessoas, em sua disposição, no fazer acontecer. Além disso, estou em Paraisópolis há quase duas décadas, foi bom abrir outros caminhos. Adoro a ideia e a realidade de construir pontes, de escutar o outro.” E é precisamente disso que a cidade – e o mundo – necessita desesperadamente. E todos nós também.

 

Visite: prosaber.org.br

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